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31.8.06

San Juan - AR


Pegamos o último ônibus de Córdoba para San Juan, assim economizamos uma diária/pernoite - a viagem durou 09 horas e dormimos bem na poltrona. Chegamos sábado (26/ago) cedinho e pegamos gratuitamente o café da manhã no Triasico Hostel. Pagamos por duas noites e pela excursão que fariamos até o Vale de la Luna no domingo. O sábado foi para cozinhar e lavar algumas roupas.
Domingo cedo seguimos por 330 km até o Parque Provincial e Reserva Natural de Ischigualasto. Trata-se de um território paleontolóico de grande valor científico, pois revela a mais completa sequência geológica desde o Período Triásico a Era Mesozóica.
Enquanto o guarda-parque explicava alguns detalhes sobre a formação do relevo local, nos divertíamos buscando ângulos variados para fotografias. Isso desagradou-o um pouco, pois atrasamos um pouco a ida ao próximo atrativo. "As fotos não servem pra nada, quando vê-las ninguém entenderá o que é estar aqui" dizia para uns turistas mais velhos. A verdade é que o passeio é caro e feito às pressas, mas ainda assim inacreditável. Encontramos um acampamento de arqueólogos que sempre estão vasculhando fosséis no local. Aqui foi encontrado o mais antigo para orgulho dos argentinos. Beate e Andrea, duas irmãs austríacas, nos acompanharam na viagem e nas poses fotográficas.

Na volta passamos por uma vila com um santuário dedicado a uma "santa" não reconhecida pela Igreja. Diz a história (meados do séc. XIX) que para fugir de conflitos sangrentos entre guerrilheiros, uma senhora de nome Deolinda Correa agarrou seu filho e partiu para o deserto árido. Estendeu sua vida o quanto pode pelo pequeno que venceu graças ao leite de sua mãe morta. É tida como "Difunta Correa".