La Paz - Bolívia
bagagem. Domingo, cidade pequena, sem bancos nas proximidades e nem qualquer casa de câmbio clandestina.
Para chegar em La Paz precisávamos ainda de mais 2 horas de viagem. Trocamos no risco alguns $bolivianos com perueiros que aguardavam lotar seus carros para rumar à capital. Encontramos um hostel bacaninha, pra mochileiros sem muita grana. Um dos lugares mais limpos que vimos nos três dias que passamos ali.
La Paz é terrivelmente bagunçada. O visual em 360º é o mesmo, casas nos morros sem o mais simples acabamento colorem a paisagem de laranja/terra. É muito barulho, lixo, gente, lixo, carros desordenados, mais lixo e para a fome muita opção de comida servida no meio da rua. Não se compara ao nosso sanduíche grego ou mesmo os yakisobas da Paulista.
Somente no primeiro dia a cidade fedeu muito, nos outros... acostumamos. As pessoas tem vida difícil e nos comércios não simulam cortesia, são rudes mesmo.
Leandro, Priscila e Tiago subiram até o vulcão Chacantaya e também conheceram o Vale da Lua boliviano, os amigos equatorianos com pique inicial de viagem visitaram museus, prédios do governo, igrejas e construções coloniais. A febre, a tosse e a constante falta de ar limitou-me a uns poucos km de mirada geral e uma visita ao Museo de la Coca. Lá masquei as primeiras folhas da erva milenar, senti adormecer a boca e o ar pareceu vir mais fácil. O espaço traça uma linha cultural sobre o uso da MamaCoca, desde cerimônias espirituais e aplicações medicinais até a transformação química para o narcotráfico. Relata a apologia por parte de instituições religiosas que a princípio eram contra o "mascar folha" até descobrirem que os mineradores rendiam mais no trabalho quando utilizavam a erva e chama a atenção sobre o alto índice de viciados americanos (50% da cocaína produzida e vendida no mundo é consumida por americanos).
Dali seguimos a Uyuni. Um dos cenários mais surpreendentes de toda a viagem nos aguardava.

