Arequipa - La Ciudad Blanca

Depois de 40 horas na estrada e terminais, um bom banho quente e uma cama foi o máximo que nossos anseios mochileiros puderam garimpar no final de tarde quando chegamos em Arequipa. Chegamos ao hostal de táxi porque aqui cremos ser o único lugar onde é mais barato que gastar sola. Concluímos que Arequipa tem mais táxi do que habitantes. Pagando pouco pelo quarto, negociamos ainda uma televisão que nos possibilitou acompanhar as pesquisas de intenção de votos com Fátima Bernardes. Lula está muito a frente. Daqui torcemos pelo segundo turno e assim chegaremos a tempo de somar dois votos contra o que aí está.


Saímos para conhecer a cidade assim que, sem esforço, despertamos. Surpresa nossa foi ver quantos museus, conventos e igrejas teríamos para visitar, mas como já passava das 15h, almoçamos e subimos até o mirador da cidade a fim de ver melhor os vulcões, ainda ativos, que ameaça a região. Antropólogos já localizaram diversas múmias em seus topos, porém a mais importante até o momento trata-se de uma menina com idade entre 12-14, descoberta em 1995. Estima-se que a múmia Juanita ou a Bela Menina do Vulcão Ampato (hoje conservada e exposta no Museu Santuários Andinos) foi sacrificada a cerca de 550 anos em oferenda a Apu Ampato por sacerdotes incas.
Tão mística foi a descoberta pelo fato de as geleiras do vulcão ter conservado perfeitamente o corpo da jovem menina. Outro importante atrativo é o mosteiro de Santa Catalina, que além de capelas, salas de retiro e pátios, possui uma cidadela com várias vilas. Foi fundado em 1580 para as monjas de clausura. É um ambiente espiritualizado e muito grande que deve ser visitado com tempo, porque fatalmente você TAMBÉM poderá se perder quando estiverem fechando as portas.




Encostada a Valparaíso, Viña deve superlotar no verão. As águas do pacífico que molham suas praias e chicoteam nas pedras convidam apenas o sol de inverno a banhar-se. Mesmo assim alguns estão sentados na areia e curtem. Sofreu em 1906 um forte terremoto e ainda sim abriga um magnífico patrimônio arquitetônico, composto por castelos, casarões e monumentos. Outro atrativo é o elegante Casino del Mar, passamos em frente ao menos e "sacamos una foto".
Uma cidade portuária que escorre dos morros para o mar.
onde não podíamos imaginar. Sem muita opção procuramos por residências de famílias que disponibilizam quartos em suas casas.

universitário na cidade. Novamente mudamos, só que agora para a república do Magno... lá poderíamos ficar d'grátis até que o dono aparecesse para cobrar a diária. De 4 noites pagamos uma. Valeu Magno!


A rota entre Argentina e Chile ficou interdidata por 12h por causa da neve. Entramos no ônibus sabendo que a viagem se prolongaria em função da enorme fila de veículos, principalmente caminhões. A estrada ziguezagueia pelos cordões Andinos e premeia os olhos dos que resistiram ao sono da viagem com lindas paisagens. Permita-me uma comparação fantasiosa e infantil, mas assemelham-se a flocos. A neve está baixando e parte das rochas já estão descobertas. No ônibus preenchemos o documento de migração que alertava para a entrada de alimentos não industrializados provenientes de leite, ovo, carne e vegetal. Tinhamos cozinhado em Mendoza e levado conosco alguns ingredientes, incluindo cebola, ovos e abóbora. A coisa ficou séria quando cachorros começaram a investigar com o faro as bagagens. Antes de sermos abordados, tratamos de jogar fora a sacola que poderia causar uma multa salgada.

Pegamos uma excursão de um dia inteiro para conhecer o entorno e chegar ao pé do Aconcágua. Paisagens variadas, de muito morro, vegetação seca e claro as Cordilheiras Andinas. GELEIRAS!!! Não importa se foram 20 minutos, deitamos, afundamos e escorregamos na neve virgem.




